─ Você tem alguma ideia do quão feliz você me faz sentir? - Ele murmurou.
─ Sim… Eu sei exatamente. Porque você faz o mesmo a mim.
Não sou capaz de falar metade das palavras bonitas que guardo para muitas pessoas. Não sei se você me entende, mas dizer palavras bonitas não depende somente de nós. Porque o outro precisa entrar na sintonia, sentir como nós, receber da mesma forma que estamos enviando. Entende isso? As palavras precisam fazer valer, e nem sempre me arrisco a desperdiçá-las.
Eu quero beijá-lo. Quero que você me beije. Passei o dia todo querendo que você me beijasse.
Vem ficar comigo, me dá seu calor, que perto de mim não vai te faltar amor.
A todos os lugares aonde fomos. E a todos aonde iremos. E a mim, aqui sussurrando de novo, de novo, de novo e de novo: eu-te-amo.
Você sabe. Acho que sempre soube. Eu tinha medo de gostar de alguém, de me envolver, de me mostrar sem disfarces. Amar dá um medo danado. De perder a liberdade, a identidade, de se machucar, de não saber mais voltar

